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Açôr |
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A Quinta de Belide é a aldeia mais oriental da região de Góis. Do cume, por cima da aldeia, pode ver-se de relance como as montanhas desta região se formaram. Durante a ultima glaciação, um imenso peso de gelo pressionava a região e movia-se tanto para Norte como para Sul. Na Colada do Belide, uma gota de chuva pode por conseguinte descer para duas direcções – pode passar pela Quinta de Belide, entrar no rio Ceira, a seguir no Mondego passar Coimbra e juntar-se ao mar na Figueira da Foz; ou pelo sul pela Ribeiro do Moninho para o rio Zêzere, juntando-se ao rio Tejo e dali em rumo para Lisboa.
A Quinta de Belide foi propriedade de uma família, desde mais ou menos 1900, quando membros desta retornaram da Argentina e toda a família, entre 20 e 30 pessoas, se mudaram para a quinta. Uma mulher, que cresceu ali, contou-nos como eles trabalhavam e viviam muito unidos na quinta, trabalho duro de sol a sol. Havia água com fartura e viviam principalmente da agricultura – milho e batatas eram os produtos mais cultivados. Eles não tinham bois e quando era altura de lavrar os campos maiores, vinha alguém de uma outra aldeia vizinha com o boi para fazer este trabalho. A quinta tinha o seu próprio moinho para moer o milho e as azeitonas eram carregadas para o lagar da Foz da Cova onde eram prensadas. Também faziam vinho. Tinham gado e era importante guardar bem os animais mais pequenos por causa dos lobos que havia na região até por volta dos anos 1950. O evento mais importante do ano era a festa anual de Malhada – a única altura em que toda a gente se podia descontrair e divertir!
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| Updated 18 June, 2008 | |||||||||||||||