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Aldeias na freguesia de Góis  

 


Gois  
      
 

A vila medieval de Góis é maravilhosa, e deverá ser um dos mais bonitos sítios do centro de Portugal. Góis tem mais de 800 anos e está situada a cerca de 40 km a leste de Coimbra, no encantador Vale do Ceira, no local onde o rio começa a alargar e a tornar-se mais calmo, para depois se juntar, na Portela a 30 km oeste, ao rio Mondego.

Góis é uma vila com estreitas ruas de calçada que se juntam no centro histórico, no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira, mais conhecido por Largo do Pombal. Perto do largo encontramos um minimercado e várias outras lojas que vendem todo o tipo de bens. Mais abaixo estão situados dois Bancos.

O mercado tem lugar todas as terças-feiras. Antigamente, no Largo do Pombal, agora recentemente, no largo em frente ao Posto da GNR. Ali se pode comprar todo o tipo de produtos regionais como fruta, vegetais, plantas, flores, queijos, peixe, calçado, roupa, etc.

Existe, em quase todas as esquinas, um café. Os habitantes locais são amáveis e os visitantes, da vila, são sempre bem recebidos; estão sempre de boa vontade, prontos a ajudar os turistas que gaguejam sobre os seus livros de frases em português! Em Góis existe um Posto de Turismo no qual encontrará uma equipa sempre disponível para ajudar. Do outro lado da rua está situado o edifício da Câmara Municipal, onde os seus funcionários muito atenciosamente resolvem as nossas questões burocráticas.

 
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Há cerca de quatro anos deu-se início, em Góis, à construção de um espaço museológico, isto é, um museu que será edificado no velho hospital do século XVI, mais precisamente em 1559. Ao iniciar as escavações arqueológicas, deste hospital, surgiram várias opiniões acerca da importância, na vila de Góis, de um museu. Porém, quando as obras deste museu terminarem, deve-se concluir qual o papel, isto é, qual a grande missão cultural relativa ao património arqueológico de Góis.

A maior parte dos edifícios têm vários séculos de idade e têm, na sua maioria, um aspecto diferente e atractivo. Encontramos em Góis uma bonita Igreja Matriz, classificada de Monumento Nacional, e no seu interior o famoso túmulo de D. Luís da Silveira, antigo Senhor de Góis e 1ºConde de Sortelha. A Câmara é conhecida pelos seus esplêndidos tectos. Mas a jóia da vila encontra-se ao fim da rua, onde os três graciosos arcos (1) da Ponte Real Joanina, mandada edificar em 1533 por D. João III, atravessam o rio Ceira.

Não há palavras que possam descrever o prazer sentido, num dia quente de Verão, ao se entrar na água pura e cristalina deste rio. Para completar este prazer o concelho de Góis dispõe de praias fluviais em vários pontos ao longo do rio. Todas elas têm um aspecto simples e prático. As areias destas praias provêm das praias da região Centro. Velhos e novos vêm-se sentar à beira do rio para se refrescarem na sua água. Nalgumas praias fluviais podem-se alugar barcos de remo/canoas. Os nadadores-salvadores, durante uma parte do dia, vigiam a praia para que nada de mal aconteça. Mas noutros locais, mais afastados, podemos ter estes lugares só para nós, podendo partilhar este momento unicamente com os peixinhos a morderem os nossos pés a as libelinhas a voarem à volta da nossa cabeça. Quando necessita de se refrescar com uma bebida, não vai encontrar nenhum sítio mais encantador que a esplanada, sobre o rio, junto à ponte. Está aberto durante os meses de Verão, sete dias por semana, durante o dia e todas as noites até cerca das 4 da manhã.

Góis é um sítio óptimo para as crianças que são sempre bem-vindas. Ao lado do rio encontra-se o parque com uma área infantil com muito espaço para poder brincar, andar de bicicleta ou usufruir da sombra das enormes árvores junto à margem do rio. Os mais aventureiros podem alugar canoas para andar no rio. O vale é o local indicado para fazer caminhadas ou para andar de bicicleta de montanha.

Durante o verão há na vila um programa de eventos que inclui concertos ao ar livre, mostras de arte, feiras, exposições entre outros espectáculos. Ainda no mês de Agosto, realiza-se na vila de Góis a concentração de motas com uma grande exposição de motas de vários tipos. Durante todo o verão festejam-se, nas pequenas aldeias do concelho, os santos padroeiros e vêem-se por isso as ruas das aldeias iluminadas e decoradas com bandeiras de papel características desta zona. Cada aldeia tem a sua própria festa dedicada ao seu santo padroeiro – uma festa religiosa que dura vários dias e que envolve muita música, bailes e petiscos! É nestas festas que se encontram amigos que por vezes já não se vêem há anos, o que dá origem a conversas diversas, principalmente das suas recordações do passado.

(1) Ainda hoje, na base inferior dos três arcos, e em contacto directo com a água do rio, existem seixos rolados amparados entre as madeiras de pinho cujo conjunto pensamos pertencerem à cronologia da edificação da dita ponte, isto é, século XVI.

 
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  Updated 16 May, 2008