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A exploração de ouro na região de Góis terá, talvez, primeiramente, utilizado o sistema, nativo, de “exploração a céu aberto” e deve ter começado durante o período da Proto-História. Existem testemunhos arqueológicos que provam que o ouro foi explorado na Zona do Liboreiro.
A exploração do ouro e de outros minerais aumentou devido à introdução de novas técnicas, novos conhecimentos científicos, etc. (ex: galerias verticais e horizontais), introduzidos pelos Romanos, após terem ocupado a Península Ibérica.
Actualmente, ainda se podem observar vestígios dessa exploração Romana na mina da Escádia Grande, também, de alguns objectos e artefactos, dessa época, existentes no Museu dos Serviços Geográficos, em Lisboa, noutros Museus e colecções particulares.
Parece que os locais ideais, para tal extracção se situavam em “profundos barrancos”, que geralmente, correm na direcção Norte – Sul.
A região de Góis parece ter tido importância, durante a ocupação romana da Península Ibérica.
A exploração de ouro e de outros minérios continuou até meados do século XX. Sendo o período, mais intenso, o anterior, e o período, durante a segunda guerra mundial. Foi nessa época que o Engenheiro Geólogo (de exploração mineira), inglês, Stanley Mitchell, “reabriu um grande número de minas (ouro, volfrâmio, etc.), anteriormente abandonadas.”
“A operação mineira terminou nos anos a seguir à segunda guerra mundial,”devido”, talvez “a factores de ordem económica e não pela falta de vários minérios.”
Stanley Mitchell empregou “mineiros” para separar o ouro e outros minérios ao longo da bacia hidrográfica do rio Ceira. Estes minérios destinavam-se a ser exportados.

“Em algumas áreas do concelho de Góis, grande parte do seu solo, nomeadamente, ao longo do rio Ceira”, (ex: do Cerejal até à zona da Serra),” foi cavado”, devido ao facto de “toda a gente” procurar “ouro”.
“O ouro parece existir em quase toda a região de Góis”. “Os filões correm na direcção norte-sul”. “Existem testemunhos de exploração de ouro nas freguesias de Alvares, Cadafaz, Colmeal e Góis, e de separação de ouro em Vila Nova do Ceira”.
(1)Conforme o confirmam os vários trabalhos realizados pelo Professor Doutor João de Castro Nunes, na década de 1950. |
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O ouro parece estar, ainda hoje, presente nas montanhas da região de Góis. As chuvas, as geadas e o degelo, provocando alterações climatéricas no meio ambiente, desgastam as rochas. Contudo, o mineral, o ouro, não sofre nenhuma alteração, provocada por aqueles fenómenos atmosféricos. Sendo assim é levado pelas correntes de ribeiras e rios de montanha, nas chuvas do Outono e Inverno. Uma vez encontrando, no seu trajecto, um obstáculo, fixam-se nos sedimentos (Sedimentos: Camada que as águas deixaram depositar) entre as pedras. Quando o rio transborda, o sedimento e o ouro ou pepitas de ouro são depositados na borda do rio.
É possível encontrar pepitas de ouro, de considerável tamanho: “Por volta de 1900, uma mulher que estava a guardar cabras nas montanhas, de Góis, apanhou, do chão, uma pedra que revelou ser uma pepita de ouro com 7 kg! Três anos depois, na mesma área, um homem que estava a construir uma parede, apanhou uma pedra que era mais pesada, que as outras, e de semelhante tamanho. Batendo com o martelo na pedra, esta revelou possuir 3 kg de ouro”.
É frequente encontrar pepitas de ouro, mais pequenas. Normalmente trata-se de pequenos grãos luminosos amarelos, que podem ser separados e extraídos com cuidado. Tudo isto deve provocar no “garimpeiro” um grande factor de excitação e pode tornar-se muito estimulante!

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A maneira habitual de separar o ouro é fazê-la com um recipiente circular com um diâmetro de cerca 30 cm. Uma concha, ou aproximadamente 1 kg de sedimento e/ou areia é colocada no recipiente, junto com água. Este deve ser abanado suavemente, de um lado para o outro, ou num ligeiro movimento circular. O objectivo é fazer, com que as partículas de ouro mais pesadas se pousem no fundo. Seguidamente, deve-se inclinar o recipiente e entornar a água e apanhar, para observação, as partículas de pedras mais leves. Este processo de encher e entornar é repetido várias vezes.
Finalmente resulta uma colecção de finas partículas de pedra, das quais esperamos recolher algumas partículas ou pepitas de ouro.
Nota: “Tenha cuidado com a febre do ouro e a autoconfiança em demasia” –“ Há alguns anos atrás, decidi que devia ser um grande gesto romântico “apanhar”, bastante ouro, para fazer um anel para a minha mulher, já passou uma década, e ela ainda está à espera desse anel…” |
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