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Pescar trutas em águas cristalinas  
 

Pescar trutas em águas cristalinas

 
       
  Pescar trutas em águas cristalinas

Os rios da região de Góis

A região de Góis tem três rios onde existem trutas: o rio Ceira, o rio Sótão e o rio Sinhel. O maior deles é o rio Ceira. A água pura e cristalina deste corre desde a sua nascente, no alto das montanhas, pelo vale abaixo, até que finalmente abranda e se torna mais profunda junto aos históricos açudes dos moinhos, quando o rio se aproxima da Vila de Góis.

O rio oferece uma grande diversidade de pesca numa das mais bonitas e mais tranquilas paisagens de Portugal, onde, provavelmente, ainda pode ver Guarda-rios (Pica-Peixes) (ave) e mesmo lontras.

O Sótão é um rio de montanha. As suas águas partem da Oitava, perto da aldeia da Pena e do rio Moiro (Trevim). No oeste o rio da Pena, atravessa a aldeia de xisto da Pena, e no leste a Ribeira do Loureiro. Os dois rios (Pena e Moiro) juntando-se na aldeia de Ponte do Sótão. A partir deste ponto o Sótão corre em direcção Norte, por um vale glaciar, e, finalmente, junta-se ao rio Ceira, no desfiladeiro da Candosa. A ribeira é conhecida pela sua abundância de trutas selvagens, que nadam à volta de lisos pedregulhos glaciares.

O Sinhel que nasce no sul da Pena, Góis, serpenteia-se, vale abaixo, por cima de pedregulhos e leitos de rio de gravilha e cascalho, fornecendo, nas secções menos fundas do rio, locais ideais para as trutas desovarem. O rio corre pela povoação de Alvares para sul, juntando-se ao rio Unhais. Este liga-se a uma barragem, fornecendo, deste modo, águas extensas e profundas, o que, possivelmente, pode explicar e/ou justificar o tamanho dos peixes encontrados e/ou pescados neste rio.

 
  Brown trout

Os Peixes

Os peixes desta região são tão diversos como os rios. Os leitos do rio de gravilha, que são abundantes nesta região, são ideais para a desova de muitas espécies de peixes, particularmente para a truta. Algumas das secções do rio são abastecidas com trutas. Para estas secções é estritamente necessário ter uma licença e a pesca funciona com base num sistema de apanhar e soltar (libertar) os peixes.

Muitas das espécies de peixes de água doce que se podem encontrar na Península Ibérica não existem no reste da Europa. A razão disto é que as montanhas dos Pirenéus forneceram uma barreira física, isolando a Espanha e Portugal e causando espécies a desenvolver separadamente das outras espécies de peixes noutro lado da Europa..

 
 

Enguia (Anguilla anguilla)

European eel (Anguilla anguilla)

Enguia (Anguilla anguilla)

Predominantemente noctívago, a enguia encontra-se principalmente em águas calmas, e não é limitado a ribeiros ou rios. Pode viajar rio acima e ser encontrada em pequenos poços. As crias, no final de Outono, deslocam-se rio acima, e permanecem nos rios, ribeiros e ribeiras por vários anos até possuírem um tamanho suficiente para regressarem ao mar de Sargaço para ali desovarem.


 

Barbo (Barbus Bocagei)

Barbo (Barbus bocagei)


Barbo (Barbus Bocagei)

Peixe esguio, que habita nos fundos dos rios e que se encontra em grandes quantidades entre Abril e Julho, altura em que o peixe nada contra a corrente, rio acima, para desovar. Este peixe gosta de rios com muita corrente. É um peixe que oferece muita resistência ao pescador quando pescado. O barbo ibérico é ligeiramente diferente em aparência do barbo da Europa do norte. A cor tende para verde azeitona escura, em vez cor dourada. A alimentação natural do Barbo inclui invertebrados aquáticos, pequenos peixes e phyto-matéria (plantas).

 

Boga  (Chondrostoma polylepis)

Boga (Chondrostoma polylepis)

Boga (Chondrostoma polylepis)

A Boga Ibérica pode ser identificada pelo seu focinho saliente e o seu grosso lábio superior. Gosta de águas bastante correntes, e migra contra a corrente rios acima para afluentes com águas pouco profundas, para ali se reproduzir. A cor do peixe é cinzenta esverdeada, amarela por baixo da barriga e com barbatanas avermelhadas.


 

Carpa (Cyprinus carpio)

Carpa (Cyprinus carpio)

Carpa (Cyprinus carpio)

É um peixe grande e majestoso, comum por toda a Europa em rios com pouca corrente e lagos, onde pode atingir um tamanho muito considerável. Na região de Góis encontra-se em partes de rios com fluxo lento, particularmente em açudes. A melhor altura para observar a Carpa é no inicio da Primavera, quando estes se juntam para desovarem em águas pouco fundas. Tem uma alimentação variada que inclui plantas aquáticas e invertebrados.


 

Achigã (Micropterus salmoides)

Achigã (Micropterus salmoides)

Achigã (Micropterus salmoides)

É um grande peixe predatório, peixe de rapina, proveniente e introduzido da América de Norte. Aparentado com o Sunfish Peixe-sol (Centrarchidae) Norte-americano. É pouco provável confundi-lho com outros peixes, na região de Góis. Tem cor verde e uma barbatana dorsal espinhosa. O Achigã encontra-se em águas calmas ou com pouca corrente, e particularmente junto às margens do rio e às raízes de árvores. A alimentação natural do Achigã inclui crustáceos, peixes e anfíbios. Por vezes rouba o peixe, que mordeu o isco, quando o pescador está a enrolar o fio da cana de pesca!


 

Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss)

Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss)

Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss)

Originalmente introduzida, da América do Norte, como peixe para desporto ou para aquacultura, a truta arco-íris adaptou-se bem e espalhou-se por toda a Europa. É um magnífico peixe para a pesca, que atinge um bom tamanho. O stock de trutas arco-íris, anualmente, é reabastecido para fornecer uma excelente pesca desportiva. A sua alimentação é similar à da nativa Truta-fário (também chamada Truta-de-rio). À truta arco-íris faltam as características grandes pintas (manchas, sinais) da Truta nativa, e tende para uma coloração cor-de-rosa junto da linha lateral.


  Bordalo (Rutilus alburnoides)
Bordalo (Rutilus alburnoides)

Bordalo (Rutilus alburnoides)

O Bordalo é um pequeno peixe Ibérico da família das carpas. É um peixe que anda em grupo, com grandes escamas prateadas e barbatanas cor-de-rosa. Encontra-se nas águas mais profundas e em secções do rio com pouca corrente. O Bordalo alimenta-se no fundo do rio, na maior parte através de invertebrados.

  Truta-de-rio ou Truta-fário (Salmo trutta)
Truta-de-rio ou Truta-fário (Salmo trutta)


Truta-de-rio ou Truta-fário
(Salmo trutta)

A rainha dos rios de montanha, a truta europeia nativa, é aparentada com o salmão e pode se deslocar entre a água doce e a água salgada, desovando nas zonas superiores dos rios. Na região de Góis o peixe permanece principalmente na água doce e oferece uma das mais excitantes experiências de pesca. A Truta-fário alimenta-se principalmente de invertebrados e outros peixes, mas também pode ser observada a saltar da água para apanhar insectos. Pode ser identificada pelas características pintas (manchas) em todo o seu corpo.

Where to fish

 

 Hook

Fishing contacts

 

   

 

   
   


 

 
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  Updated 7 April, 2008