
A região de Góis tem três rios onde existem trutas: o rio Ceira, o rio Sótão e o rio Sinhel. O maior deles é o rio Ceira. A água pura e cristalina deste corre desde a sua nascente, no alto das montanhas, pelo vale abaixo, até que finalmente abranda e se torna mais profunda junto aos históricos açudes dos moinhos, quando o rio se aproxima da Vila de Góis.
O rio oferece uma grande diversidade de pesca numa das mais bonitas e mais tranquilas paisagens de Portugal, onde, provavelmente, ainda pode ver Guarda-rios (Pica-Peixes) (ave) e mesmo lontras.
O Sótão é um rio de montanha. As suas águas partem da Oitava, perto da aldeia da Pena e do rio Moiro (Trevim). No oeste o rio da Pena, atravessa a aldeia de xisto da Pena, e no leste a Ribeira do Loureiro. Os dois rios (Pena e Moiro) juntando-se na aldeia de Ponte do Sótão. A partir deste ponto o Sótão corre em direcção Norte, por um vale glaciar, e, finalmente, junta-se ao rio Ceira, no desfiladeiro da Candosa. A ribeira é conhecida pela sua abundância de trutas selvagens, que nadam à volta de lisos pedregulhos glaciares.
O Sinhel que nasce no sul da Pena, Góis, serpenteia-se, vale abaixo, por cima de pedregulhos e leitos de rio de gravilha e cascalho, fornecendo, nas secções menos fundas do rio, locais ideais para as trutas desovarem. O rio corre pela povoação de Alvares para sul, juntando-se ao rio Unhais. Este liga-se a uma barragem, fornecendo, deste modo, águas extensas e profundas, o que, possivelmente, pode explicar e/ou justificar o tamanho dos peixes encontrados e/ou pescados neste rio.
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